Entre julho e setembro, o Norte de Mato Grosso entra na sua janela mais crítica: estiagem prolongada, ventos fortes e focos de queimada que se espalham por dezenas de quilômetros em poucas horas. Pra quem opera infraestrutura de telecom na região, isso muda completamente a equação de manutenção.
Os três efeitos diretos sobre a rede
Não é só o fogo que derruba a rede. O conjunto de fatores que vem junto com as queimadas tem efeitos diferentes em pontos diferentes da infraestrutura, e cada um exige uma resposta específica.
- Calor extremo: equipamentos passivos (caixas de emenda, splitters) chegam perto do limite térmico, encurtando a vida útil.
- Fuligem: deposita-se nos conectores e nas caixas de junção, criando atenuação ótica progressiva.
- Quedas de poste: árvores enfraquecidas pelo fogo caem sobre a rede aérea, levando trechos inteiros junto.
Nossa preparação pro período seco
A manutenção preventiva começa em maio, antes da estação crítica. Equipes percorrem rotas mapeadas como vulneráveis, fazem poda controlada em parceria com prefeituras, reforçam ancoragens em trechos expostos e atualizam o inventário de peças de reposição em cada unidade local.
Durante o pico (agosto-setembro), monitoramos diariamente os focos de calor via dados do INPE e cruzamos com nossa malha de fibra. Quando um foco aparece próximo a uma rota crítica, equipes em prontidão saem antes que o problema escale.
Redundância: o plano B
Cidades atendidas têm rotas redundantes sempre que a topologia permite. Significa que, se um trecho cair por causa de uma queimada, o tráfego é redirecionado automaticamente por outra rota — o cliente não percebe a queda, ou percebe só uma oscilação curta.
O que o cliente pode fazer
- Manter o nobreak do roteador em dia — quedas de energia são mais comuns na seca.
- Avisar a equipe se notar fumaça próxima a postes ou armários da rede.
- Em caso de queda longa, conectar pelo nosso app de status pra acompanhar o tempo estimado de recomposição.
